domingo, 10 de maio de 2015

Mudança.

É hora de mudar!

Minha amiga Nine me mostrou um texto onde dizia que "todas as coisas do universo são passageiras, a única coisa imutável é a própria mudança". Como qualquer ser humano (ou a maioria deles), não sou adepta a mudança. Moro na mesma cidade a quase 30 anos, trabalhei no mesmo emprego por 7 anos, estudei na mesma escola durante todo ensino fundamental, bebo sempre o mesmo refrigerante, gosto apenas de um chocolate. Esses foram só alguns exemplos de como a mudança é algo difícil para mim. Na contra mão disso, vem meu espírito de mudança! É, isso mesmo. Acreditando ou não em horóscopo, sou uma típica geminiana. Uma dualidade que vive em mim e precisa de uma mutação. E eu sou assim. Adepta à mudança e à tradição. O novo me fascina, o velho me prende. A sensação de estabilidade é muito confortável. É muito bom quando temos o poder de controlar todas as coisas da nossa vida, pois essas já fazem parte dela a tanto tempo. Infelizmente, nem todas as coisas estão sob nosso controle. Existem as mudanças escolhidas e as obrigadas. Recententemente, convivi com algumas mudanças obrigadas, e desde então, lido com elas da melhor maneira possível. Porém, chegou a hora de realizar algumas mudanças escolhidas, e pretendo lidar com elas da melhor maneira possível também. 
Quando optamos por uma mudança, surgem as especulações dos motivos. Enriquecer, esquecer alguma coisa e/ou alguém, rebeldia, exibicionismo, descontentamento com o atual governo, "caça" de um par... são inúmeros os motivos sondados. O real motivo, ninguém mesmo sabe. Talvez saibam aqueles que já buscaram o auto conhecimento. Esses sim, sabem quanto uma mudança é importante. É necessário se testar, saber se estamos indo para o caminho certo. Descobrir qual é o caminho certo! Um momento de mudar as pessoas que vemos, o idioma que ouvimos e falamos, o clima que sentimos, o desespero que passamos, as dificuldades que superamos, as saudades que sentimos, a comida que comemos... tudo diferente. E é nesse momento que espero saber com mais detalhes porque estou aqui. E quero descobrir isso antes que me sejam apresentadas novas mudanças obrigadas! 
O primeiro passo para a mudança, é a decidir por isso. Toda decisão gera consequências boas ou ruins. Voltando a enfatizar meu lado geminiana, tomar uma decisão é algo tão complicado quanto sair da rotina e mudar. Mas decidir também é preciso, assim como lidar com as consequências. Por isso, o processo de decisão foi longo e árduo. Dentre as consequências, a que mais pesa é o relacionamento com as pessoas que convivemos. Estou proporcionando à elas, uma mudança obrigada. Mas tudo isso faz parte do processo. Espero apenas que, àqueles que cativei, tenha sido suficiente para manter (ou melhorar) o convívio após um período de ausência física.

No mais, que venham as mudanças e suas consequências!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Eu não vou desistir!

Conversa séria em lata.

O papo do momento agora é política, visto a proximidade das eleições. Não só por esse motivo. Talvez porque, muitos de nós, não víamos uma situação tão inesperadamente acidental causar possíveis reviravoltas numa eleição.

Quando muitos já estavam praticamente escolhendo entre Dilma e Aécio, eis que acontece essa fatalidade com o Eduardo Campos. Como ainda não havia iniciado minhas pesquisas eleitorais, particularmente, não conhecia nada do Eduardo. Acredito que a maioria dos eleitores também não o conheciam, exceto pelos eleitores de Pernambuco. Após a sua morte, além de uma grande comoção, as pessoas passaram a conhecer o Eduardo. Como é habitual, as pessoas geralmente são valorizadas e viram "heróis" depois que falecem. Isso pode, de fato, ter influenciado nesse boom de pessoas que disseram "eu ia votar nele...". Mas será que um cara que tem tanta aprovação nos seus dois mandatos em um estado, era tão ruim assim.
Isso me faz pensar que falta nas pessoas conhecimento e/ou interesse por busca de conhecimento. Se as manchetes dos jornais não estampassem a história do Eduardo após sua morte e sim tudo que foi feito ou não foi feito como político em vida, isso poderia ser diferente. Mas ainda não é tarde. Como ele disse em sua entrevista ao Jornal Nacional: "Não desistam do Brasil". Eu não desisti de buscar informações antes de votar. Votar errado ou certo, faz parte. Estamos sendo comprados por propostas que podem ou não se concretizar. Mas votar consciente é praticamente uma obrigação. Cada um respeitando o que acredita, seguindo ou não partidos e doutrinas... não foi um voto em vão. Foi um exercício da cidadania, e não da obrigatoriedade. Mas claro, sempre existem aqueles que desistem... preferem "lavar as mãos", dizer que todos são iguais, que todos são corruptos e vão roubar. Isso pode realmente acontecer, pois isso é política e não um conto de fadas. E o que mais podemos esperar de um país onde já é cultural ter o "jeitinho brasileiro" pra resolver as coisas?

Acredito que, antes de tentarmos mudar os políticos, precisamos melhorar a pessoa que somos.

Eu já fiz a minha escolha. Escolhi não desistir.

p.s: Fica aí um vídeo explicando de forma clara o que acontece com votos nulos e brancos. Vale a pena saber!
Votos brancos e nulos não anulam eleição, entenda aqui!

Fonte: Ranking Políticos

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mais uma vez.


Então, revirando o blog (sempre o abandono, mas faço pequenas visitas)... vejo que o ultimo post foi uma retrospectiva de 2012, onde eu pedia que 2013 fosse diferente. Que 2013 abarrotasse e transbordasse, ao contrário de 2012 que foi tão vazio.
Melhor que escrever resoluções para o próximo ano, é fazê-las. Não era pra encher o copo? Então vamos enchê-lo! Vamos enchê-lo de coisa que deem prazer. E já no inicio do ano, tratei de enchê-lo com hobbys (não aqueles de seda, Carla Perez). A melhor alternativa para encher-se de vida, é aprendendo coisas novas. E foi isso que 2013 me mostrou. Aprendemos quando queremos e quando não queremos.
Não tenho nenhum bloqueio com números. Um ano, é apenas uma contagem de tempo. Hoje é um dia como amanhã, como depois de amanhã, como semana que vem, ano que vem... Então, que injusto dizer que 2013 foi um ano atípico. Os momentos foram atípicos. Poderia ser hoje, amanhã, depois de amanhã...
Como otimismo pouco é bobagem, vou considerar 2013 como ano do aprendizado. Ah, como aprendi esse ano...
Aprendi a fotografar.
Aprendi a tocar violão.
Aprendi que aos 30 é melhor que aos 18.
Aprendi que o show do Naldo é ruim pra caramba.
Aprendi que colegas de trabalho podem se tornar amigos.
Aprendi que estar com amigos é o mais importante.
Aprendi que cada um dá aquilo que pode, não o que você espera.
Aprendi que o melhor é não criar expectativas sobre nada.
Aprendi que força de vontade precisa de realmente muita força.
Aprendi que a rua é a melhor arquibancada do Brasil.
Aprendi que o Atlético-MG consegue ganhar um título, que não seja o Campeonato Mineiro (como pode?).
Aprendi que o Cruzeiro consegue responder no mesmo ano e isso é TRI legal.
Aprendi que las chicas tienen la diversión.
Aprendi a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância.
Aprendi que tudo muda quando você menos espera.
Aprendi que somos mais fortes do que imaginamos.
Aprendi que quando a mente não tá bem, o corpo reclama.
Aprendi que as pessoas te surpreendem nos momentos mais difíceis.
Aprendi que hoje é o melhor dia da minha vida.

Aprendi que é só esperar que o sol já vem...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Retrospectiva



     Final de ano. Tão certo quanto o especial do Roberto Carlos, são as retrospectivas feitas por várias pessoas e por vários meios. É tempo de relembrar tudo que se passou no ano, o que foi feito, o que deixou de ser feito... um verdadeiro "check" nas resoluções feitas no ano anterior. Ou até mesmo, relembrar os acontecimentos que marcaram o ano que se finda. Mas... como fazer o retrospecto de um ano tão vazio? O nada tomou conta. Não houve nada que enchesse. Pelo contrário, houve derrame. E como! A incrível sensação de passar 365 dias em total inércia. Dias passados e não vividos. Debitaram os dias na conta idade, mas onde foram creditados? (os colegas de profissão conseguirão entender!)

Que em 2013 o copo abarrote-se e transborde!  

domingo, 15 de julho de 2012

Vírgula dobrada

Estamos afogados num mar de redes sociais. É tanta informação, tanta comunicação, tantas palavras. Em meio a tanta turbulência, nos deparamos sempre com aquelas "virgulas dobradas" (quando devidamente usada). Sim, essas vírgulas mesmo. Pobres Caio F. Abreu e Clarice Lispector. São psicólogos de milhares de mentes e corações apavorados. Facilmente você encontrará um amigo utilizando alguma frase de efeito que expressam exatamente aquelas palavras que ele queria tanto dizer e não sabia como. Não sabia mesmo? Talvez Caio e Clarice pudessem citar outros pensadores, mas preferiram citar eles mesmos. A maioria, muitas vezes guiados pela preguiça de pensar, refletir, colocar em palavras o que sente, prefere utilizar apenas um botão para compartilhar. É saudável facilitar o acesso belas reflexões de grandes autores (o mesmo vale para os músicos). Nunca foi tão palpável a disponibilidade por informação e isso deve ser usado para o bem. Mas, porque não aproveitar isso também para o surgimento de novos pensadores? Por que preciso de alguém que fale por mim sobre meus traumas? São meus os momentos! Talvez falte um pouco de egoísmo. Palavras não mordem.


 Sem aspas.